cobra
Cobra curte dizer caralhadas, sexo drogas e rock'n'roll. curte paneleiros, mas não curte maricas. cobra é contra os ideiais, vejam o gajo da cruz, é isso que acontece aos idealistas. cobra é a favor dos moralistas, levanta-te e ri. cobra é uma cerveja indiano. cobra é um gajo fodido mas com coração de manteiga se souberes os botõezinhos certos. cobra fica fodido com a merda do hype das bandas novas, toda a gente sabe que os velhos sabem mais que os putos, e também tem mais andamento, senão ver bukowski, gutiérrez e cobra. cobra repara que os novos que viram velhos se tornam apreciadores de merdas esotéricas, teorias de conspiração que envolvam os illuminati, que a propósito, ainda não percebi se são anarquistas ou sinarquistas, porque cada sítio diz o que lhe apetece, e isto deve ser droga a mais ou de menos, mas a quantidade certa não é de certeza. cobra ainda e sempre ama sintra. cobra não cobra nada ás pessoas, mas como não é perfeito, às vezes distrai-se e cobra. cobra não rasteja por ninguém, a não ser por muito dinheiro. cobra fode, não faz amor. cobra não é racista, até porque é meio árabe, cobra odeia toda a gente. cobra é nihilista mas a relva ainda é azul, o sol ainda brilha, e quando fecha os olhos na praia e os abre ve o mundo com a estética cinematográfica dos anos 70. cobra é anarquista, e como tal não pode deixar de ser o maior facista de todos. cobra é psicadélico progressivo. cobra é do espaço. cobra vê a clara ligação que há entre zen e nazi, e ambiciona consumos massivos de lsd para poder usar os olhos para ver o fio que coze a manta de retalhos composta pela história, o tempo linear e a cosmicidade do universo e ver o todo como o todo. cobra deixa a droga, mas não se lembra onde, dão-se alvissaras.